Washington - A maioria dos americanos que está prestes a entrar na universidade não consegue escrever em letra cursiva, acha que o e-mail é lento demais, que Beethoven é um cachorro e Michelangelo, um vírus de computador, revelou um estudo divulgado nesta terça-feira nos Estados Unidos.
Para os estudantes que se formarão em 2014, a Tchecoslováquia nunca existiu, Clint Eastwood é um cineasta que nunca interpretou "Dirty Harry" e John McEnroe é garoto propaganda que nunca pisou numa quadra de tênis, segundo as respostas de uma pesquisa feita por acadêmicos da Universidade de Beloit.
A lista Mindset (modo de pensar) foi compilada pela primeira vez em 1998 a partir de perguntas feitas à geração que se formaria em 2002, pelo professor de Humanidades Tom McBride e o ex-diretor de relações públicas Ron Nief, da Universidade Beloit.
Criar a lista levou um ano, durante o qual Nief e McBride coletaram contribuições externas, estudaram minuciosamente jornais, trabalhos literários e a mídia do ano de nascimento das pessoas que entraram na universidade em agosto ou setembro, início do ano letivo nos Estados Unidos.
"Em seguida, apresentamos as ideias a todos os jovens de 18 anos de quem conseguimos chamar a atenção", explicou Nief à AFP.
O objetivo era lembrar às autoridades educacionais como as referências culturais se perdem rápido, mas acabou se tornando, rapidamente, uma popular lista anual que demonstra os conhecimentos de uma geração.
Os nascidos em 1980 acham que só houve um papa, João Paulo II, que assumiu em 1978 e morreu em 2008.
Para os que chegaram ao mundo em 1981, a Iugoslávia nunca existiu. Eles não entendem por que se escreve com letra maiúscula o nome do sindicato Solidariedad, único independente na União Soviética e que conseguiu terminar pacificamente com o comunismo na Polônia, em 1989.
Os que nasceram em 1984 não tinham ideia de que algo como o apartheid existiu na África do Sul. Enquanto para os que hoje têm 29 anos, Mike Tyson foi "sempre um delinquente", os que são cinco anos mais velhos consideraram o boxeador "sempre um competidor".
"Há dois anos, havia alguns estudantes que (disseram) que aprenderam datilografia em uma máquina de escrever", enquanto agora há alguns de 30 anos que não sabem que a IBM foi fabricante de máquinas de escrever, disse Nief.
Para os alunos secundaristas que se formam este ano, a Alemanha nunca foi dividida, os atletas profissionais sempre competiram nos Jogos Olímpicos, os "reality shows" sempre existiram na televisão e as companhias aéreas jamais permitiram fumar a bordo.
Agência France Press
E estes idiotas querem dar lições de moral ao mundo, qualificando pessoas e países como sendo "do bem" ou "do mal"...
Blog do Godofredo
Confesso que jamais tive, em toda a vida, um único pensamento politicamente correto. A tal correção política, que eu prefiro chamar de corretagem da politicalha, nada mais é do que a hipocrisia declarada e sem rodeios, o racismo disfarçado de tolerância, a cretinice assumida e a mentira conveniente.
Querido leitor, se você tiver alguma contribuição, por favor, este Blog conta com a sua ajuda. Só não vale chinelagem, como chamar alguém de viado ou vagabunda, nem manifestações racistas, nem pagode.
Ajude-me a desmascarar esta gentalha!
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
A lenda do Bunda-Esponja
Pois esta história teria ocorrido na Zona Franca de Manaus, lá pelos anos 80. Nunca saberemos se foi fato ou se é pura lenda urbana.
O André era chefe - oficialmente Gerente da Divisão de Componentes Discretos do Departamento Industrial da Subunidade Norte da Unidade Brasil de uma destas multinacionais que abrem e fecham filiais aqui e acolá como a gente troca de cueca. O André era um típico chefe de fábrica: autoritário com os subordinados, servil com os superiores e absolutamente amarrado para tomar decisões. Insegurança era seu segundo nome, pusilanimidade o sobrenome. O típico chefe que tem a mania de reagir de forma irritada ao esclarecer alguma dúvida para um funcionário.
Quando alguém lhe pedia para se posicionar, ele respondia com um sonoro "Well", dava de ombros, e dizia que o funcionário tinha plenas condições de decidir, e portanto não poderia se omitir de sua responsabilidade. Inevitavelmente atribuía a seus funcionários tarefas muito abaixo da sua capacidade e centralizava as decisões, embora não gostasse de decidir. Seu mantra, que repetia sempre que se defrontava com a necessidade de uma tomada de decisão, era: "Não sei se vou ou se fico, não sei se fico ou se vou. Só sei que indo não fico, ficando sei que não vou". E encarava o interlocutor com uma expressão enigmática, até que o vivente se tocasse e saísse fora.
Qualquer reivindicação dos funcionários era descartada, após longo período de desconversação.
Vivia angustiado, a equipe desmotivada, as decisões não eram tomadas. Seu consumo de anti-ácidos era indecente, roia as unhas e a ponta do lápis. Durante as reuniões fazia desenhos misteriosos, resmungava e resfolegava; evitava se posicionar, mas depois resolvia tudo pela sua cabeça, sempre de forma a agradar seus (muitos) superiores.
Um dia o tal chefe foi tirar férias, e a turma da fábrica resolveu fazer uma brincadeira. Construíram um boneco com sucata e o sentaram na mesa do dito cujo. Usaram um velho guarda-pó, os sapatos de segurança de praxe, fita isolante, um capacete, cabos, luvas, muita estopa e assim por diante. Improvisaram uma gravata. E, no lugar das nádegas, colocaram uma gigantesca esponja, cuidadosamente "esculpida" no formato de uma bunda. E deixaram lá o tal boneco, para ver a reação do chefe quando voltasse.
Claro que quando o André voltou, sentiu-se emocionado com a homenagem (sim, ele se considerava amado pelos seus subordinados). Ficou intrigado mesmo é com a tal da esponja... Perguntou ao pessoal que estava ao redor:
- Por acaso vocês estão me chamando de bunda-esponja?
E a massa, em coro:
- Bunda-esponja não, chefe. BUNDA-MOLE!
O André era chefe - oficialmente Gerente da Divisão de Componentes Discretos do Departamento Industrial da Subunidade Norte da Unidade Brasil de uma destas multinacionais que abrem e fecham filiais aqui e acolá como a gente troca de cueca. O André era um típico chefe de fábrica: autoritário com os subordinados, servil com os superiores e absolutamente amarrado para tomar decisões. Insegurança era seu segundo nome, pusilanimidade o sobrenome. O típico chefe que tem a mania de reagir de forma irritada ao esclarecer alguma dúvida para um funcionário.
Quando alguém lhe pedia para se posicionar, ele respondia com um sonoro "Well", dava de ombros, e dizia que o funcionário tinha plenas condições de decidir, e portanto não poderia se omitir de sua responsabilidade. Inevitavelmente atribuía a seus funcionários tarefas muito abaixo da sua capacidade e centralizava as decisões, embora não gostasse de decidir. Seu mantra, que repetia sempre que se defrontava com a necessidade de uma tomada de decisão, era: "Não sei se vou ou se fico, não sei se fico ou se vou. Só sei que indo não fico, ficando sei que não vou". E encarava o interlocutor com uma expressão enigmática, até que o vivente se tocasse e saísse fora.
Qualquer reivindicação dos funcionários era descartada, após longo período de desconversação.
Vivia angustiado, a equipe desmotivada, as decisões não eram tomadas. Seu consumo de anti-ácidos era indecente, roia as unhas e a ponta do lápis. Durante as reuniões fazia desenhos misteriosos, resmungava e resfolegava; evitava se posicionar, mas depois resolvia tudo pela sua cabeça, sempre de forma a agradar seus (muitos) superiores.
Um dia o tal chefe foi tirar férias, e a turma da fábrica resolveu fazer uma brincadeira. Construíram um boneco com sucata e o sentaram na mesa do dito cujo. Usaram um velho guarda-pó, os sapatos de segurança de praxe, fita isolante, um capacete, cabos, luvas, muita estopa e assim por diante. Improvisaram uma gravata. E, no lugar das nádegas, colocaram uma gigantesca esponja, cuidadosamente "esculpida" no formato de uma bunda. E deixaram lá o tal boneco, para ver a reação do chefe quando voltasse.
Claro que quando o André voltou, sentiu-se emocionado com a homenagem (sim, ele se considerava amado pelos seus subordinados). Ficou intrigado mesmo é com a tal da esponja... Perguntou ao pessoal que estava ao redor:
- Por acaso vocês estão me chamando de bunda-esponja?
E a massa, em coro:
- Bunda-esponja não, chefe. BUNDA-MOLE!
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Tribunal Penal Internacional
O Tribunal Penal Internacional (TPI) ou Corte Penal Internacional (CPI) é o primeiro tribunal penal internacional permanente. Foi estabelecido em 2002 na Haia, cidade nos Países Baixos, onde inclusive fica a sede do Tribunal, conforme estabelece o artigo 3º do Estatuto de Roma, documento aprovado no Brasil pelo Decreto Nº 4.388 de 25 de setembro de 2002.
O objetivo da CPI é promover o Direito internacional, e seu mandato é de julgar os indivíduos e não os Estados (tarefa do Tribunal Internacional de Justiça). Ela é competente somente para os crimes mais graves cometidos por indivíduos (definidos por diversos acordos internacionais, principalmente o Estatuto de Roma):
Além do Brasil, a maioria dos países democráticos do mundo aderiu à idéia. Países ditatoriais ou imperialistas como EUA, China, Israel, Iêmen, Iraque, Irã, Líbia e Qatar não assinaram. O governo estadunidense teme que seus soldados envolvidos em guerras como as do Afeganistão e Iraque venham a ser julgados pelo Tribunal - ou seja, admite implicitamente que os crimes de guerra cometidos pelos seus soldados têm amparo governamental, como nas torturas sistemáticas praticadas em Abu Greib e Guantanamo.
Nem George W. Bush assinou, nem Barack Obama. Benjamin Netanyahu também não assinou, nem Mahmoud Ahmadinejad. Hitler, sem dúvida, também não assinaria.
O objetivo da CPI é promover o Direito internacional, e seu mandato é de julgar os indivíduos e não os Estados (tarefa do Tribunal Internacional de Justiça). Ela é competente somente para os crimes mais graves cometidos por indivíduos (definidos por diversos acordos internacionais, principalmente o Estatuto de Roma):
- genocídios,
- crimes de guerra,
- crimes contra a humanidade, e talvez
- crimes de agressão (quando estes tiverem sido definidos).
Além do Brasil, a maioria dos países democráticos do mundo aderiu à idéia. Países ditatoriais ou imperialistas como EUA, China, Israel, Iêmen, Iraque, Irã, Líbia e Qatar não assinaram. O governo estadunidense teme que seus soldados envolvidos em guerras como as do Afeganistão e Iraque venham a ser julgados pelo Tribunal - ou seja, admite implicitamente que os crimes de guerra cometidos pelos seus soldados têm amparo governamental, como nas torturas sistemáticas praticadas em Abu Greib e Guantanamo.
Nem George W. Bush assinou, nem Barack Obama. Benjamin Netanyahu também não assinou, nem Mahmoud Ahmadinejad. Hitler, sem dúvida, também não assinaria.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Celso Roth
Pois o odiado Celso Roth levou o Internacional a conquistar a Libertadores.
Quem diria! Eu nunca vi um treinador ser tão massacrado pela famigerada mídia desportiva. Por ser um homem objetivo e sincero, absolutamente incapaz de bajular os repórteres, ganhou fama de turrão e até de mau caráter. E, quando foi treinador do Grêmio (vice-campeão do Brasileirão em 2008), começou a ser chamado de burro.
Recentemente, grande parte da imprensa lamentou a sua contratação para o cargo de treinador do Internacional. Burro, mau caráter, grosso, mal educado, e assim por diante.
E agora? Como ficam todos os cronistas espotivos que chamavam o Celso Roth de burro? Não serão eles - os cronistas espotivos - os burros? Ou os burros somos nós, que acreditamos nos cronistas espotivos?
Quem diria! Eu nunca vi um treinador ser tão massacrado pela famigerada mídia desportiva. Por ser um homem objetivo e sincero, absolutamente incapaz de bajular os repórteres, ganhou fama de turrão e até de mau caráter. E, quando foi treinador do Grêmio (vice-campeão do Brasileirão em 2008), começou a ser chamado de burro.
Recentemente, grande parte da imprensa lamentou a sua contratação para o cargo de treinador do Internacional. Burro, mau caráter, grosso, mal educado, e assim por diante.
E agora? Como ficam todos os cronistas espotivos que chamavam o Celso Roth de burro? Não serão eles - os cronistas espotivos - os burros? Ou os burros somos nós, que acreditamos nos cronistas espotivos?
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Poesia de Latrina
Não sei quem foi o desgraçado que pariu a idéia, mas o fato é que a praga se espalhou que nem cheiro de bosta recém pisada. É a tal poesia nos ônibus, tentativa demagógica de usar o dinheiro público para bajular poetas (felizmente) desconhecidos.
Pois, para combater mais esta desfaçatez politicamente correta, este Blog resolveu publicar os maiores expoentes conhecidos da Poesia de Latrina, iniciando pelo seu ícone máximo, reconhecimento do valor literário do gênero:
Triste sina, ser poeta de latrina!
Outras singelas poesias latrinais, de profundo cunho social:
Se merda fosse dinheiro, pobre nascia sem cu.
Pobre é que nem papel higiênico: se não tá num rolo, tá na merda!
E temos ainda a bela homenagem ao professor querido:
Se o mar invadisse a Terra,
com toda a sua força profunda,
Fulano não morreria
Porque merda não afunda!
Citemos também a conscientização ecológica nesta obra-prima:
Merda não é tinta,
Dedo não é pincel.
Quem cagar neste banheiro,
é favor usar papel.
Da mesma forma, o misticismo, com seus mantras positivos, se faz presente:
Cague cantando
Prá merda sair dançando.
Que tal estas singelas constatações filosóficas:
Neste lugar solitário,
onde toda vaidade se acaba,
todo covarde faz força
e todo valente se caga.
Aqui é um lugar de reflexão profunda,
a merda bate na água,
a água bate na bunda.
Cagaste fora do vaso
por que não cagaste dentro ?
A boca do vaso está torta
Ou teu cu está fora do centro?
O peido é o grito de liberdade da merda oprimida!
Por falar em vaidade, que tal esta:
Se cabelo tivesse valor,
não nascia no cu!
Poesia de Latrina também é cultura:
A diferença entre cagar e dar o cu é meramente vetorial
Aqui termina toda obra de um cozinheiro.
Querido leitor, se você tiver alguma contribuição, por favor, este Blog conta com a sua ajuda. Só não vale chinelagem, como chamar alguém de viado ou vagabunda, nem manifestações racistas, nem pagode.
Pois, para combater mais esta desfaçatez politicamente correta, este Blog resolveu publicar os maiores expoentes conhecidos da Poesia de Latrina, iniciando pelo seu ícone máximo, reconhecimento do valor literário do gênero:
Triste sina, ser poeta de latrina!
Outras singelas poesias latrinais, de profundo cunho social:
Se merda fosse dinheiro, pobre nascia sem cu.
Pobre é que nem papel higiênico: se não tá num rolo, tá na merda!
E temos ainda a bela homenagem ao professor querido:
Se o mar invadisse a Terra,
com toda a sua força profunda,
Fulano não morreria
Porque merda não afunda!
Citemos também a conscientização ecológica nesta obra-prima:
Merda não é tinta,
Dedo não é pincel.
Quem cagar neste banheiro,
é favor usar papel.
Da mesma forma, o misticismo, com seus mantras positivos, se faz presente:
Cague cantando
Prá merda sair dançando.
Que tal estas singelas constatações filosóficas:
Neste lugar solitário,
onde toda vaidade se acaba,
todo covarde faz força
e todo valente se caga.
Aqui é um lugar de reflexão profunda,
a merda bate na água,
a água bate na bunda.
Cagaste fora do vaso
por que não cagaste dentro ?
A boca do vaso está torta
Ou teu cu está fora do centro?
O peido é o grito de liberdade da merda oprimida!
Por falar em vaidade, que tal esta:
Se cabelo tivesse valor,
não nascia no cu!
Poesia de Latrina também é cultura:
A diferença entre cagar e dar o cu é meramente vetorial
Aqui termina toda obra de um cozinheiro.
Querido leitor, se você tiver alguma contribuição, por favor, este Blog conta com a sua ajuda. Só não vale chinelagem, como chamar alguém de viado ou vagabunda, nem manifestações racistas, nem pagode.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Genialidade pouca é bobagem
Deixo aqui uma pequena coletânea de frases tiradas de algumas letras daquela que foi, na minha opinião, a dupla mais lúcida da música brasileira (recente, pelo menos): Raul Seixas e (não, Paulo Coelho não!) Marcelo Nova. Nada daquelas bobagens de misticismo e disco voador.
As letras são ora de um, ora do outro, ora dos dois.
Carpinteiro do Universo (Marcelo Nova / Raul Seixas)
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Não sei por que nasci pra querer ajudar a querer consertar o que não pode ser...
O meu egoismo, é tão egoísta, que o auge do meu egoismo é querer ajudar.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou (Ah eu sou assim!).
No final, Carpinteiro de mim!
Banquete de Lixo (Marcelo Nova / Raul Seixas)
O hoje é apenas um furo no futuro
Por onde o passado começa a jorrar
E eu aqui isolado onde nada é perdoado
Vi o fim chamando o princípio pra poderem se encontrar.
Nem todo bem que conquistei, nem todo mal que eu causei
Me dão direito de poder lhe ensinar
E é assim torto de verdade com amor e com maldade
Um abraço e até outra vez
A Lei (Raul Siexas)
Todo homem tem direito de pensar o que quiser
Todo homem tem direito de amar a quem quiser
Todo homem tem direito de viver como quiser
Todo homem tem direito de morrer quando quiser
Todo homem tem direito de descansar como quiser
De morrer como quiser
O homem tem direito de amar como ele quiser
De beber o que ele quiser
De viver aonde quiser
De mover-se pela face do planeta livremente sem passaportes
Porque o planeta é dele, o planeta é nosso.
Best Seller (Marcelo Nova / Raul Seixas)
O Best Seller do momento
É um livro agourento
Que ninguém entende mas
Todo mundo quer ler
Ler pra ter cultura e como acabaram
com a censura
A mídia agora é o nosso Aiatolá
E o Best Seller vai pra milésima edição
Se já não existe inteligência
Então vamos bater continência pra esse indício
De resquício militar (um, dois, três, quatro)
E como é tudo a mesma merda,
Antes que chegue a vida eterna
Eu vou pedir asilo ao Paraguai
Ah, mas não se importe não
No final o bandido casa com o mocinho
E o Best Seller vai pra milésima edição...
A Ferro e Fogo (Marcelo Nova/ Karl Hummel/ Gustavo Mullem)
Mas ficamos excitados, em poder viajar
Não importa o destino, serve pra qualquer lugar
Pra algum ponto perdido, em algum canto do mundo
Desafiar o oceano e a ira de Netuno
Lá no alto mar a tempestade desabou
Entre raios e trovões o nosso sonho afundou
E nada mais restou, além daquele desejo insano
De com apenas nossos braços cruzar o oceano
Somos moldados A Ferro E Fogo.
Mamãe eu não queria (Raul Seixas)
Larga dessa cantoria menino
Música não vai levar você lugar nenhum
Peraí mamãe, güenta aí
Mamãe, eu não queria
Servir o exército
Não quero bater continência (Trá-lá-lá-lá)
Nem pra sargento, cabo ou capitão (Trá-lá-lá-lá)
Nem quero ser sentinela, mamãe
Que nem cachorro vigiando o portão
Não!
Você sabe muito bem que é obrigatório
E além do mais você tem que cumprir com seu
dever com orgulho
Mamãe eu não queria
Crime Perfeito (Marcelo Nova)
Sexta-feira a noite
Ele gasta a quinzena
Com uísque com garotas
Que nunca valem a pena
Pra ser um homem feliz
Achar que esse é o crime perfeito
Pois não se vê nem cicatriz
As letras são ora de um, ora do outro, ora dos dois.
Carpinteiro do Universo (Marcelo Nova / Raul Seixas)
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Não sei por que nasci pra querer ajudar a querer consertar o que não pode ser...
O meu egoismo, é tão egoísta, que o auge do meu egoismo é querer ajudar.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou (Ah eu sou assim!).
No final, Carpinteiro de mim!
Banquete de Lixo (Marcelo Nova / Raul Seixas)
O hoje é apenas um furo no futuro
Por onde o passado começa a jorrar
E eu aqui isolado onde nada é perdoado
Vi o fim chamando o princípio pra poderem se encontrar.
Nem todo bem que conquistei, nem todo mal que eu causei
Me dão direito de poder lhe ensinar
E é assim torto de verdade com amor e com maldade
Um abraço e até outra vez
A Lei (Raul Siexas)
Todo homem tem direito de pensar o que quiser
Todo homem tem direito de amar a quem quiser
Todo homem tem direito de viver como quiser
Todo homem tem direito de morrer quando quiser
Todo homem tem direito de descansar como quiser
De morrer como quiser
O homem tem direito de amar como ele quiser
De beber o que ele quiser
De viver aonde quiser
De mover-se pela face do planeta livremente sem passaportes
Porque o planeta é dele, o planeta é nosso.
Best Seller (Marcelo Nova / Raul Seixas)
O Best Seller do momento
É um livro agourento
Que ninguém entende mas
Todo mundo quer ler
Ler pra ter cultura e como acabaram
com a censura
A mídia agora é o nosso Aiatolá
E o Best Seller vai pra milésima edição
Se já não existe inteligência
Então vamos bater continência pra esse indício
De resquício militar (um, dois, três, quatro)
E como é tudo a mesma merda,
Antes que chegue a vida eterna
Eu vou pedir asilo ao Paraguai
Ah, mas não se importe não
No final o bandido casa com o mocinho
E o Best Seller vai pra milésima edição...
A Ferro e Fogo (Marcelo Nova/ Karl Hummel/ Gustavo Mullem)
Mas ficamos excitados, em poder viajar
Não importa o destino, serve pra qualquer lugar
Pra algum ponto perdido, em algum canto do mundo
Desafiar o oceano e a ira de Netuno
Lá no alto mar a tempestade desabou
Entre raios e trovões o nosso sonho afundou
E nada mais restou, além daquele desejo insano
De com apenas nossos braços cruzar o oceano
Cada um por si, fique preparado
Estamos tão famintos e boiamos esgotados
Mas quase afogando, o desejo não termina
Pois navegar a esmo, talvez seja a nossa sina
Somos moldados A Ferro E Fogo.
Mamãe eu não queria (Raul Seixas)
Larga dessa cantoria menino
Música não vai levar você lugar nenhum
Peraí mamãe, güenta aí
Mamãe, eu não queria
Servir o exército
Não quero bater continência (Trá-lá-lá-lá)
Nem pra sargento, cabo ou capitão (Trá-lá-lá-lá)
Nem quero ser sentinela, mamãe
Que nem cachorro vigiando o portão
Não!
Você sabe muito bem que é obrigatório
E além do mais você tem que cumprir com seu
dever com orgulho
Mamãe eu não queria
Crime Perfeito (Marcelo Nova)
Sexta-feira a noite
Ele gasta a quinzena
Com uísque com garotas
Que nunca valem a pena
Procura pela claridade
O órfão da escuridão
Invadindo sinais vermelhos
Apanhado na contramão
Correndo por nossas vidas
Sem saber até onde
Correndo por nossas vidas
Ainda não fomos muito longe
Pra ser um homem feliz
Achar que esse é o crime perfeito
Pois não se vê nem cicatriz
terça-feira, 10 de agosto de 2010
O tempo e as jabuticabas - Rubem Alves
O tempo e as jabuticabas
'Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela
menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela
chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir
quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir
estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões
de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo
majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas
não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente
humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta
com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse
amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'
O essencial faz a vida valer a pena.
Rubem Alves
'Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela
menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela
chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir
quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir
estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões
de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo
majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas
não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente
humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta
com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse
amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'
O essencial faz a vida valer a pena.
Rubem Alves
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