O objetivo da CPI é promover o Direito internacional, e seu mandato é de julgar os indivíduos e não os Estados (tarefa do Tribunal Internacional de Justiça). Ela é competente somente para os crimes mais graves cometidos por indivíduos (definidos por diversos acordos internacionais, principalmente o Estatuto de Roma):
- genocídios,
- crimes de guerra,
- crimes contra a humanidade, e talvez
- crimes de agressão (quando estes tiverem sido definidos).
Além do Brasil, a maioria dos países democráticos do mundo aderiu à idéia. Países ditatoriais ou imperialistas como EUA, China, Israel, Iêmen, Iraque, Irã, Líbia e Qatar não assinaram. O governo estadunidense teme que seus soldados envolvidos em guerras como as do Afeganistão e Iraque venham a ser julgados pelo Tribunal - ou seja, admite implicitamente que os crimes de guerra cometidos pelos seus soldados têm amparo governamental, como nas torturas sistemáticas praticadas em Abu Greib e Guantanamo.
Nem George W. Bush assinou, nem Barack Obama. Benjamin Netanyahu também não assinou, nem Mahmoud Ahmadinejad. Hitler, sem dúvida, também não assinaria.
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